CORITIBA FOOT BALL CLUB

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10/10/1970 22:31:00

Paranaense de 1931

Paranaense de 1931
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“Foi a maior festa registrada em Curitiba até aquele dia. As palhetas (chapéus) voavam pelo ar, os torcedores se confraternizavam e carregavam os jogadores em triunfo. Na cidade, nunca se vira comemoração igual!”


Campeonato da Cidade

Campanha: 10 vitórias - 1 empate - 1 derrota 

Jogo decisivo: Coritiba 5x4 Palestra Itália

Data: 17/01/1932


Decisão Paranaense

Campanha: 2 vitórias - 0 empates - 0 derrotas

Jogo decisivo: Coritiba 3x2 Guarani (Ponta Grossa)

Data: 10/04/1932


Time Base: Rei, Cuka e Pizzatto; Jorge, Corruíra e Contin; Laudelino, Emílio, Ângelo, Staco e Carnieri

Artilheiros da equipe: Carnieiri (13 gols) e Emílio (11 gols)


História


O Coritiba, que havia conquistado dois títulos em 20 anos de história, começou a se destacar e ser reconhecido como uma das principais forças do futebol paranaense nos anos 30.


No primeiro ano daquela década surgiu o Clube Atlético Ferroviário, fundado por funcionários da Rede de Viação Paraná Santa Catarina. A equipe foi uma das grandes forças do futebol no nosso estado e já aparecia como um forte adversário na busca pelos títulos.


O Campeonato Paranaense de 1931 ficou marcado na história pela luta e por grandes emoções. O grande favorito era o Palestra Itália, mas o Coxa também tinha um time muito bom.


Na defesa, contava com uma dupla de zagueiros que atuou por seis anos seguidos: Cuka (Joaquim Nogueira Júnior) e Pizzatto (Esteliano Pizzatto). No ataque, uma dupla bem entrosada: Emílio (Emílio Merlin) e Carnieri (João de Deus Carnieri).


Além disso, foi em 1931 que Moacir Gonçalves, que veio do Palestra para ser treinador da equipe alviverde, entrou para a história do Clube como o primeiro negro a vestir a camisa coxa-branca. Ele também teve um papel fundamental na conquista do terceiro título estadual. Na época, Moacir, que foi contratado pelo Coritiba por insistência de Couto Pereira, também foi inscrito na competição como jogador.


Ao contrário do que algumas pessoas acreditam, o Coritiba, que tem suas origens germânicas, foi um dos primeiros clubes do Paraná a aceitar negros na equipe. Já nas décadas de 20 e 30, o Coritiba tinha Cuca, Lival e Laudelino, que eram morenos. Em 1931 o fato não marcou somente a história do Clube, como a própria história do futebol no nosso estado.


Competição


Sem dúvidas as apostas no Campeão Estadual daquele ano eram para o Palestra Itália. Ao menos o adversário vinha como a grande sensação da competição e estava fazendo uma campanha impecável.


Na primeira fase o Palestra aplicou sonoras goleadas, como os 15x2 e 16x0, sobre o Aquidaban e o Paranaense. Uma campanha de se respeitar. Mas antes da última partida da competição, que era por pontos corridos, o Coritiba estava a apenas um ponto do favorito, esquentando o torneio.


E o último jogo era justamente entre os dois clubes. A partida aconteceu no famoso “Cimento Armado” do Juvevê, o segundo estádio na história do Coritiba. Já era dia 17 de janeiro de 1932, o palco da decisão estava repleto e o adversário favorito absoluto, pois jogava apenas por um empate.


O placar do final no 1º tempo confirmava o favoritismo dos adversários: 3x1. Foi quando a ousadia do até então treinador, Moacir Gonçalves, provocou uma reviravolta na partida e mudou o destino daquela decisão.


Moacir escalou-se para jogar o 2º tempo e conduziu a equipe a uma virada sensacional. Faltando 20 minutos para o fim da partida, Carnieri diminuiu para 3x2. Depois Ângelo empatou e Emilio marcou duas vezes: 5x3. O Palestra ainda diminuiu, mas a partida terminou em 5x4 para o Coxa.


Foi a maior festa registrada em Curitiba até aquele dia. As palhetas (chapéus) voavam pelo ar, os torcedores se confraternizavam e carregavam os jogadores em triunfo. Na cidade, nunca se vira comemoração igual!


Colaboração: Grupo Helênicos